sábado, 7 de maio de 2011

Congratulações

Parabéns, EDI!!!! Peço licença para contribuir com uma parábola.

Quem é o dono?

Como é bom encontrar velhos amigos! Essa é a história de dois colegas de faculdade que não se viam há a cerca de três anos. Vinicius foi morar em São Paulo logo que se formou, enquanto João Paulo resolveu ficar na pequena cidade do interior. Achou que o trabalho que teria ali como engenheiro era suficiente para viver.
Certa manhã, João Paulo ouve a campainha e que bela surpresa ao ver que é seu amigo de faculdade. Estranhou apenas o fato de, ao seu lado, estar um grande cachorro, um pastor alemão, aparentemente muito bravo. De qualquer maneira, não disse nada, apenas cumprimentou calorosamente o velho amigo.
Enquanto os amigos trocavam um forte abraço, o cachorro entrou na casa. João Paulo ficou apreensivo, mas não quis se indispor com o amigo,
Começaram a contar as novidades...
logo se ouviu um barulho vindo da cozinha, alguma coisa foi derrubada e se quebrou. A única reação foi um sorriso amarelo do dono da casa. João Paulo permaneceu indiferente. Continuou:
_ Você se lembra do professor Chico? Soube que...
Rapidamente , o cão salta por cima do sofá, deixando a marca de suas patas em todo lugar. Bate numa mesinha, derrubando um belo vaso de porcelana. Os amigos se entreolharam , tensos, mas fingiram não ser nada importante.
Conversa vai, conversa vem, e o cachorro de um lado para o outro fazendo arte na casa de João Paulo. O tempo passou e já começava a escurecer, Vinicius então se despediu e foi em direção à porta. Nesse instante, o dono da casa perguntou:
_ Não vai levar o seu cão?
_ Cão? Ah, o cão! Não é meu. Quando eu cheguei ele se aproximou, me cheirou e ficou do meu lado até você abrir a porta. Como você não falou nada e o deixou entar, achei que fosse seu.

Para refletir:
Que história interessante para se refletir sobre os pressupostos, não é?
Algo semelhante já aconteceu em sua vida? Pense sobre o fato e como ele poderia ter sido evitado. Quais são as consequências de se pressupor algo? Com que frequência  isso acontece em seu dia a dia ? No seu  grupo de trabalho, que medidas são tomadas para melhorar a comunicação? O que pode ser melhorado ?

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Mudança/ Clarice Lispector

MUDANÇA...
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os seus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado da cama... Depois, procure dormir em outras camas. Assista a outros programas de tv, compre outros jornais... leia outros livros.
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia. O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor.
A nova vida. Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado... outra marca de sabonete, outro creme dental... Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só. E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino. Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda !
Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não
vale a pena!
(Clarice Lispector)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Transição Planetária/ Divaldo Franco


Estamos no limiar da grande transição, em que o nosso planeta passará da condição de mundo de provas e expiações para mundo de regeneração. Isso já constava no planejamento celestial há muito tempo e não se dará, obviamente, num passe de mágica, pois se trata de um processo de transformação lento e gradual, porém, impostergável.

As tragédias naturais, como o tsunami do Oceano Índico – objeto de nossas considerações – fazem parte desse processo, pois elas têm o objetivo de fazer a Humanidade progredir mais depressa, através do expurgo daqueles Espíritos calcetas, refratários à ordem e à evolução moral e espiritual, que já não podem mais ser retardadas. Eles passarão algum tempo em outras esferas, aprendendo as leis do Amor e do Bem, até que tenham condições de retornar ao nosso planeta, para dar seu contributo em benefício do progresso da Humanidade.

Nesta extraordinária obra, o leitor conhecerá os mecanismos e as razões de Ordem Superior da transição planetária, em favor das mudanças urgentes e necessárias que promovam o respeito às leis à ética e à Natureza, transformando o homem num ser integral, consciente dos seus deveres para com Deus, consigo próprio e o próximo."

Transição planetária
Divaldo Perreira Franco

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

  ... Outro dia meu Prof contou essa historinha na sala e achei uma grande lição de vida e estou compartilhando:

(sabedoria budista)



Olhando por um buraco da parede o ratinho viu que os donos da casa tinham comprado uma caixa grande. Ficou muito curioso e pensou:
-  O que será que tem ali de bom para eu comer? Quando olhou mais atentamente, notou que o embrulho continha uma ratoeira.
O ratinho ficou preocupado, afinal uma ratoeira é para pegar ratos e eu sou um rato... Ato contínuo saiu correndo e no caminho encontrou com a galinha;  apressado,  falou:
-  Nós estamos correndo um sério risco! Os donos da casa compraram uma ratoeira.  Como vamos resolver esse problema?
A galinha respondeu:
-  Não vejo nenhum  problema. Nunca vi alguém pegar galinhas com ratoeira. O senhor é quem deve  estar um pouco preocupado, até porque eu não fico lá dentro da casa comendo a comida  deles, nem fico me esgueirando pelos cantos. Sou uma pessoa importante nesta casa, eu  dou ovos diariamente.
E, assim falando, saiu toda imponente ciscando o chão.
O rato viu que não  tinha jeito de convencê-la e saiu correndo em desabalada carreira. Correu, correu e encontrou-se com o porco. Quase sem fôlego falou:
-  Olha, o problema é bastante sério, compraram uma  ratoeira! O que é que a gente vai fazer?!... A galinha nem ligou...
O porco pensou um pouco e depois respondeu:
-  Meu amigo, o que é que eu tenho com isso? Eu fico quase o dia todo preso  no cercado! Além do mais, o porco é — dentro do reino animal — um bicho importante,  quase que reverenciado! Eles precisam de mim, não vê como sou bem alimentado? E ninguém pega  porco com uma ratoeira... O senhor é que deve estar preocupado. Vou fazer o seguinte:  sempre que eu rezar vou pedir por você, orando que sua morte seja rápida...
Desesperado o  rato continuou correndo e encontrou-se com a vaca que descansava debaixo de uma árvore  frondosa. Chegou perto dela mais cauteloso e falou:
-  Senhora vaca, compraram uma ratoeira! A  fazenda toda corre risco! Eu falei para a galinha, mas ela nem ligou. O porco riu de mim... E  quanto à senhora, pretende fazer o quê?
Respondeu a vaca:
-  Eu??? E eu tenho alguma coisa a  ver com uma ratoeira? Nunca ouvi falar que uma vaca tenha sofrido algum tipo de constrangimento por uma ratoeira! Acho que o preocupado aqui é você... Eu não tenho nada com isso! Se eu fosse você corria e me escondia. Onde já se viu uma vaca ter  medo de uma ratoeira, logo o bicho mais importante do reino animal...
E o rato então,  preocupado e sem ninguém para ajudar, escondeu-se num cantinho e lá ficou quieto.  Nesta noite ouviu-se um grande barulho. A ratoeira tinha funcionado... Os donos da  casa se levantaram. A senhora foi rápido, no escuro, para matar o que houvesse sido preso. A ratoeira pegara uma cobra pelo rabo; era uma cobra muito venenosa e o bicho, vivinho da silva, picou a mão da senhora. E ela começou a ficar muito doente, com muita febre. Seu marido, preocupado porque ela estava com muita febre,  mandou matar a galinha e fazer uma boa canja. Uma canja bem grossa é ótima quando a pessoa está com febre. Mas a senhora não melhorava e teve que ser hospitalizada. Ficou no hospital durante uma semana. Vários parentes e amigos vieram visitá-la. O marido, sem saber como alimentar toda aquela gente que não parava de chegar, mandou matar o porco. Infelizmente, após uma semana senhora veio a falecer. A despesa com o enterro foi muito grande, e o marido viu-se forçado a matar a vaca e vender todos os pedaços para honrar os compromissos assumidos com o falecimento.
Então, a pergunta que devemos nos fazer é:
-  Até quando vamos achar que aquele  acontecimento ou aquela pessoa não tem nada a ver com a gente, não tem nenhum  parentesco, não tem nenhum elo, não tem nenhuma proximidade? Será que não percebemos  que tudo e todos são totalmente interdependentes?
Então, quando alguém comprar uma  ratoeira, prestem muita atenção...